No contexto de uma busca pelo distanciamento do academicismo e um tentativa de abstração na realização das obras de arte, que visava fugir das representações realistas ou que limitavam tanto a produção como as interpretações possíveis para as artes, o não-objeto surgiu. Com essa propensão de não estar presa a nenhuma norma ou técnica acadêmica e de não buscar representar algo, apenas de ser o que ele é, transmitindo sensações e permitindo qualquer interpretação e uso sem pré-ideias ou funções já estabelecidas a ele, principalmente na a visão academicista estética tradicional intrínseca na sociedade. Assim, o não-objeto é a tentativa de rompimento e libertação dos limites convencionais da arte e a tentativa de criar algo que permita a manipulação e a interpretação livre, sendo feito sem intenções de representar algo e apenas de ser e fazer sentir nele mesmo e se completando na interação com o observador. Este não e feito com uma intenção de representar algo de ou ter uma função especifica, um não-objeto e apenas um não-objeto.
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