No contexto de uma busca pelo distanciamento do academicismo e um tentativa de abstração na realização das obras de arte, que visava fugir das representações realistas ou que limitavam tanto a produção como as interpretações possíveis para as artes, o não-objeto surgiu. Com essa propensão de não estar presa a nenhuma norma ou técnica acadêmica e de não buscar representar algo, apenas de ser o que ele é, transmitindo sensações e permitindo qualquer interpretação e uso sem pré-ideias ou funções já estabelecidas a ele, principalmente na a visão academicista estética tradicional intrínseca na sociedade. Assim, o não-objeto é a tentativa de rompimento e libertação dos limites convencionais da arte e a tentativa de criar algo que permita a manipulação e a interpretação livre, sendo feito sem intenções de representar algo e apenas de ser e fazer sentir nele mesmo e se completando na interação com o observador. Este não e feito com uma intenção de representar algo de ou ter uma função especifica, um não-objeto e apenas um não-objeto.
Os objetos ao mesmo tempo em que resolvem obstáculos, tornam-se novos obstáculos ao serem inseridos em nossos caminhos durante o tempo. Tais objetos surgem para superar outros, mas se acumulam, virando um ciclo de sobreposições de obstáculos, mesmo que não instantaneamente, sempre serão vistos como obstáculos por alguém em épocas e de formas diferentes ,uma vez que sua função , interpretação ou uso varia de acordo com o indivíduo, sua historia e bagagem. Dilema: Como conceber objetos que minimizem sua própria obstrução futura para os outros? Quem projeta os objetos tem responsabilidade pelo seu impacto ? Projetar implica responsabilidade ética, responder pelos efeitos nos usuários futuros. Designers irresponsáveis focam apenas no objeto isolado, reduzindo a liberdade cultural e tendendo ao desperdício e ao impedimento de múltiplas explorações. Tomar consciência da efemeridade dos objetos pode levar a criar com mais responsabilidade forman...
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